Quinta-feira, Outubro 07, 2004

Diz Me.....

Em que rua caminham os teus passos,
Para não passar por lá
Em que lua está a tua cabeça,
Para não olhar para ela
Em que nuvens flutuam os teus pensamentos,
Para não olhar para o céu
Em que mar navegam os teus sonhos,
Para escolher outra Rota
Qual a cor do teu sorriso,
Para o esquecer
Qual a tua canção favorita,
Para não a ouvir
Qual o Planeta em que vives
Para eu desaparecer dele

Tempos Houve

Houve Tempos que esperei
A inundação do Deserto,
A incerteza do Concreto
O errado em alternativa ao Certo

Houve Alturas que Odiei
Os epinhos no mar de rosas,
O vazio no meio da multidão
O sorriso forçado de quem não é amado

Hoje reparei
Nesta Brisa de descontentamento
que corre como o Vento
da nulidade do que te dei

Quinta-feira, Setembro 30, 2004

Vazio Encoberto

Meus olhos mentem...
Meu sorriso engana...
Minhas palavras encobrem...
A minha dor
Tento esconder-me...
Tento desaparecer na minha perdição...
Morrer no esquecimento
Um olhar...
Um sorriso...
Consigo disfarçar...
Agora a mim mesmo não consigo
Num vazio me tornei...
Num vacúo sem emoções...
Sem felicidade, sem amor
Sem saudade nem desejo

Um vazio encoberto...
Por mentiras...
Por olhares e sorrisos...

Terça-feira, Setembro 28, 2004

Terror de te Amar

Terror de te amar num sítio tão frágil como o Mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa

Sophia de Mello Breyner Andresen

Segunda-feira, Setembro 27, 2004

O livro

Revejo a vida como quem desfolha um livro sem titulo
No interior leio as palavras que me embalam
As frases que leio não passam de balelas que não consigo reter
As ilustrações não são mais do que retratos rasgados e sem cor
Que o tempo se encarregará de apagar
As 1º páginas fazem me rir,
As ultimas chorar
Da caligrafia bonita e perceptivel,
Aos gatafunhos e aos erros foi um passo
Erros esses que nos fazem perder tempo a corrigilos
Talvez um dia destes pegue na borracha e apague
Os erros que o livro tem.

Sexta-feira, Setembro 24, 2004

O Fenómeno de Sonhar

Deslizamos para o inconsciente no fim de cada dia
e somos lançados em experiências que seriam assustadoras se,
não estivéssemos habituados à ideia de Dormir.
Sybil Leek

Quarta-feira, Setembro 22, 2004

Estás Preso

Na alegria não vez a tristeza
e quando cais nela não te recordas do que é ser feliz
Deste Confronto sais iludido
e como todas as boas ilusões nunca desvendas o mistério.

Resta-te a liberdade
Para o qual o Sol que te rodeia, Não passe de Grades
de uma prisão, em que te sentes
Preso por dentro
Apanhas-te 4 anos
Motivo: tentativa de roubo
Quiseste rouba-lo sem nunca saberes como fazê-lo
Encontraste sempre um cofre para o qual não sabias a combinação certa.
Resta-te esperar que o tempo passe, para
Tirares as algemas, abrires a Porta e saires sem rumo
E Pronto para fazeres, novo assalto.

Segunda-feira, Setembro 20, 2004

No escuro vejo vozes
Na claridade escuto mentiras
Das palavras retiro o seu silêncio
que me remete á solidão
Da esperança Faço a Bandeira
da realidade faço o Mar
que barco é este que me deixa naufragar

Fazes barulhos que ninguem ouve,
Pensas em todas as situações, sabendo que as queres
mas que nenhuma tá correcta
É te indiferente ficar ou Partir, e não recuas
Segues a Batida comandada por montante do teu coração
Diminui a Coragem e aumenta a indecisão
Será hoje, amanha ou já é tarde
É quando for...